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Preços do algodão têm forte alta no mercado externo

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As cotações internacionais do algodão ganharam fôlego nas duas últimas semanas em meio a preocupações associadas ao baixo nível dos estoques certificados na Bolsa de Nova York. Desde o começo de outubro, o contrato dezembro subiu 10,2%, fechando o pregão de quarta-feira passada (17/10) a 77,86 centavos de dólar por libra-peso. Além do fato de que a colheita americana tem avançado em ritmo menor que no ano passado, parte dos primeiros lotes não apresenta qualidade compatível com as exigências da bolsa.
No relatório semanal de acompanhamento de safra, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 28% da área plantada tinha sido colhida até 14 de outubro, menos que os 34% observados em mesmo intervalo de 2011 e dos 30% na média dos últimos cinco anos. 25% do algodão retirado das lavouras já foi beneficiado.
Nessa primeira rodada, somente 40% a 45% do volume tem qualidade. O primeiro vencimento negociado na ICE registra alta mais acentuada que os demais para encorajar os produtores a entregar na bolsa, em vez de exportar ou vender no mercado doméstico. Entretanto, o estoque final mundial em 2012/2013 previsto pelo USDA na semana passada é recorde.
As 17,22 milhões de toneladas que devem restar no término do ano-safra atendem a 270 dias de consumo da indústria, ou nove meses. O preço deveria estar bem mais baixo, só não está porque falta algodão bom nesse momento. As projeções divulgadas no último relatório de oferta e demanda do governo americano reforçam uma perspectiva baixista para o médio e o longo prazo.
A firmeza, ainda que temporária, das cotações na Bolsa de Nova York pode contagiar o mercado interno. Na última semana, o índice Cepea/Esalq com pagamento em oito dias recuou 0,5%, caindo para R$ 1,53 por libra-peso.

O declínio do indicador é menor que o observado na semana anterior, de 2,1%. Com as altas em Nova York, nos próximos dias essa tendência vai se acentuar e o mercado vai entrar na paridade de exportação.

As vendas domésticas ainda remuneram melhor o produtor, com os incentivos fiscais fornecidos por alguns Estados. Segundo dados da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), das 23.441 toneladas da safra 2011/2012 registradas entre 9 e 16 de outubro, 21.013 toneladas foram vendidas ao mercado interno, o equivalente a 89,6%. A maioria dos contratos firmados antecipadamente já foi cumprida.

Mesmo que os agricultores queiram dosar a comercialização devido à expectativa de preços maiores na entressafra, pode não ser possível no momento.

Ainda que já tenham travado os custos de produção, há despesas adicionais a serem cobertas durante o plantio, como a compra de óleo de diesel para as máquinas e tratos culturais. Como não tem mais soja, o produtor vai vender milho e algodão para captar recursos.

A primeira safra da pluma começará a ser semeada em dezembro, enquanto o plantio da safrinha terá início em fevereiro.

Fonte: Carlos Cogo

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